Notícias Radix – 1º. trimestre 2024 (meses anteriores)

  Seminário Internacional de Filosofia e Educação da USP (apoio Radix)

Novos e-books da USP: Dicionário de expressões & Provérbios Árabes (apoio Radix)

                                                              

A Radix e os Abrigos (relato de 03-01-24)

No último dia 27/12 dois de nós fomos ao PAC 1 conversar com as gestoras sobre nosso relacionamento com eles. Estavam a Fabrícia e a Mayara. Combinamos que vamos manter a ajuda que lhes damos para um convênio de TI e também a colaboração com seu aluguel.

A seguir falamos das conhecidas questões de segurança nos passeios, especialmente nos que têm piscinas. Relatamos o que ocorreu no Santa Mônica, agora em dezembro, e elas nos deram toda a razão. Elas mesmas lembraram que são responsáveis pelas crianças perante uma série de órgãos, vara da infância, ministério público, etc. Disseram que vão se reunir com gestoras de outras casas para estudar a questão.

Em seguida, perguntamos pelo efeito dos passeios nos acolhidos. Elas disseram que é imenso. Que eles esperam com ansiedade pelos passeios. Comentaram que muitos vêm de famílias extremamente pobres e não sabem o que é uma piscina, alguns nunca foram à praia. Uma delas comentou que não pôde ir ao Musical do Bob Esponja, mas é como se tivesse ido, porque ficaram uma semana contando as cenas e cantando as músicas para ela! Um rapaz comentou com elas, estes dias, que tivera um bolo de aniversário pela primeira vez na vida, no Abrigo. Disseram coisas que já sabemos, que essas saídas servem muito à sua socialização, ao encontro com outros, para vê-los em outro ambiente.

Elas comentaram que seu objetivo é sempre tentar devolver as crianças às suas famílias, e só em último caso encaminhá-las para a adoção. Elas entendem família em sentido amplo, tios avós, etc. Aproveitamos para comentar que o passeio à Santa Mônica, pela fartura das refeições, teria sido uma boa ocasião para trabalhar também esse aspecto com as crianças, o do aproveitamento dos alimentos. Elas concordaram.

Nesse momento perguntamos pelas necessidades deles, se haveria algo em que pudéssemos ajudar. Disseram que as necessidades são enormes. Recebem verbas do Estado que são inferiores ao que precisam, e são muito cobradas. Nestes dias estavam com uma questão na Vigilância Sanitária, com bastante trabalho. Disseram que um aspecto em que têm muitas deficiências é o de saúde. É difícil encontrar atendimento para tudo o que necessitam. Deram como exemplo crianças que precisam de atendimento psicológico, alguns psiquiátrico, e não conseguem. Dissemos que iríamos divulgar isso e tentar ajudar. Comentamos que vemos a distância deles como um obstáculo, em uma cidade de trânsito difícil como São Paulo.

Foi uma reunião muito boa e estamos compartilhando para ver formas de ajudar mais essas Casas e as crianças.