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Radix - Projetos Educacionais

Parceria com Abrigos: casas do PAC - Projeto Amigos das Crianças (I e II)   e   Abrigo Reviver

   Atividades: 2013 a 2018         


No "Circo dos Sonhos"   27-04-2013



"Quando era criança o circo de domingo divertia-me toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância..." 
"Adiamento" Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)


 
Não sei se é um truque banal  /   Se um invisível cordão, sustenta a vida real
Cordas de uma orquestra, sombras de um artista, palcos de um planeta
E as dançarinas no grande final
Chove tanta flor, que, sem refletir um ardoroso espectador vira colibri
Qual... Não sei se é nova ilusão (...)  /  Não sei se é vida real, um invisível cordão, após o salto mortal
"O grande circo místico" (Chico Buarque)







"Numa cidade apareceu um circo com um palhaço com o poder de divertir, sem medida, todas as pessoas da platéia. O riso era tão bom, tão profundo e natural que se tornou terapêutico. Todos os que padeciam de tristezas agudas ou crônicas eram indicados pelo médico do lugar para que assistissem ao tal artista que possuía o dom de eliminar as angústias. Um dia, porém, um morador desconhecido, tomado de profunda depressão, procurou o doutor. O médico, como sempre, indicou o circo e o palhaço para a cura. O homem, em lágrimas,  nada disse, levantou-se, e já saindo, virou-se, olhou o médico e disse: 'Não posso procurar o circo...  o palhaço sou eu'"  http://www.dentrodobalaio.ufv.br/dentro_do_balaio/scripts/site/index.php?conteudo=mostraNoticia&categoria=19&noticia=389

 


 
"Quando ponho de parte os meus artifícios e arrumo a um canto, com um cuidado cheio de carinho - com vontade de lhes dar beijos - os meus brinquedos, as palavras, as imagens, as frases - fico tão pequeno e inofensivo, tão só num quarto tão grande e tão triste, tão profundamente triste!... Afinal eu quem sou, quando não brinco? Um pobre órfão abandonado nas ruas das sensações, tiritando de frio às esquinas da Realidade, tendo que dormir nos degraus da Tristeza e comer o pão dado da Fantasia."  Fernando Pessoa Livro do Desassossego por Bernardo Soares, Lisboa, Ed. Ática 1982, v. II p. 14.